Primeiros discursos da campanha eleitoral serão nesta terça-feira

Coalizão governista inicia campanha com discursos conjuntos em Tóquio

Líderes do PLD e do Partido da Inovação se unem em palanque para eleição de 8 de fevereiro

Os líderes do Partido Liberal Democrático (PLD) e do Partido da Inovação do Japão (JIP), que formam a coalizão governista, farão seus primeiros discursos oficiais de campanha lado a lado nesta terça-feira, em Tóquio. A data marca o início oficial da campanha para as eleições gerais da Câmara Baixa do Parlamento Japonês, que ocorrerão em 8 de fevereiro.

A primeira-ministra Sanae Takaichi, que também é presidente do PLD, e o governador de Osaka, Hirofumi Yoshimura, líder do JIP, pretendem com o ato conjunto reforçar publicamente a nova aliança de governo e apresentar suas promessas aos eleitores. Um local cogitado para o evento é o distrito de Akihabara, em Tóquio, tradicional palco de comícios do falecido ex-premiê Shinzo Abe.

Esta eleição é a primeira a ser realizada sob a liderança da primeira-ministra Takaichi, que assumiu o cargo em outubro como a primeira mulher a ocupar a posição no Japão. Um dos objetivos declarados da convocação do pleito é buscar um novo mandato popular após a mudança do parceiro de coalizão do PLD, que após 26 anos trocou o Partido Komeito pelo JIP.

O cenário político atual apresenta um desafio para o governo. A coalizão PLD-JIP detém atualmente 233 assentos na Câmara Baixa, uma maioria mínima frente aos 465 membros da casa, onde a perda de apenas uma cadeira a colocaria em minoria. Na Câmara Alta, a coalizão governista já é minoritária e depende de negociações com a oposição para aprovar leis.

Rompendo uma tradição, o primeiro discurso de campanha não será em Fukushima, local que por anos foi escolhido para simbolizar a reconstrução após o terremoto, tsunami e desastre nuclear de 2011. Na eleição para a Câmara Alta do ano passado, o então premiê Shigeru Ishiba também optou por outro local, a cidade de Kobe, devido a compromissos relacionados à Expo Osaka 2025.

A campanha eleitoral se caracteriza por ser uma disputa de curto prazo, com a divulgação oficial dos candidatos marcada para 27 de janeiro e a votação para 16 dias depois, em 8 de fevereiro. Enquanto a coalizão governista busca capitalizar a popularidade da primeira-ministra, partidos de oposição, como a recém-formada União de Reformas de Centro, já criticam a legitimidade de uma nova eleição pouco mais de um ano após a anterior.

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