Japão ocupa a 28ª posição em produtividade entre países da OCDE em 2024
Resultado coloca o país na última colocação entre as nações do G7, refletindo desafios estruturais da economia
O Japão registrou a produtividade do trabalho mais baixa entre os sete países mais industrializados do mundo no ano de 2024, segundo um relatório divulgado pelo Japan Productivity Center. Entre os 38 membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o país ficou na 28ª posição, um cenário que especialistas atribuem à escassez de trabalhadores e à prolongada depreciação do iene.
Medida pelo valor de bens e serviços produzidos por trabalhador a cada hora, a produtividade japonesa ficou em 60,1 dólares. O valor permanece significativamente abaixo da média de 79,4 dólares registrada entre os países da OCDE. Na comparação com outras economias avançadas, a Irlanda liderou o ranking, com 164,3 dólares por hora, enquanto os Estados Unidos apareceram na quarta posição.
Este desempenho representa uma trajetória de declínio relativo. Em 2018, o Japão ocupava a 21ª posição no ranking, mas vem perdendo posições de forma consistente. Especialistas do centro de produtividade apontam que, para reverter essa tendência, o país precisa acelerar a adoção de tecnologias digitais e inteligência artificial, especialmente na indústria manufatureira.
A situação é agravada pelo enfraquecimento histórico do iene frente ao dólar, que tem corroído o poder de compra para a importação de energia e matérias-primas, aumentando os custos operacionais. Paralelamente, o aumento da proporção de trabalhadores em regimes de emprego não regular também é apontado como um fator que limita os ganhos de eficiência.
Do lado das famílias, a moeda fraca tem sido um peso. O aumento dos preços de produtos básicos importados, como alimentos e energia, pressiona o orçamento doméstico e suprime o consumo, criando um ciclo que desacelera a economia como um todo. Em resposta, o governo japonês tem sinalizado prontidão para intervir nos mercados cambiais para conter movimentos excessivos da moeda.
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