Queda reflete crescimento econômico lento e desafios estruturais

Japão cai para 28º lugar em produtividade laboral entre países da OCDE

Desempenho reflete crescimento econômico lento e perda de competitividade

O Japão ocupou a 28ª posição em produtividade do trabalho em 2024 entre os 38 países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), caindo duas posições em relação ao ano anterior. A classificação, divulgada pelo Japan Productivity Center, reflete o fraco crescimento econômico do país. A produtividade por hora no Japão foi de 5.720 ienes, o equivalente a aproximadamente 60,1 dólares americanos.

O relatório aponta que o produto interno bruto (PIB) real do Japão registrou um ligeiro declínio em 2024, enquanto o número de pessoas empregadas aumentou. Essa combinação resultou em uma queda de 0,6% na produtividade laboral em termos reais ajustados pela inflação, marcando o primeiro recuo em quatro anos. O crescimento do PIB anual do país foi de apenas 0,10% em 2024, uma desaceleração significativa em relação aos 1,90% do ano anterior.

O panorama de baixa produtividade não se limita ao Japão, mas é particularmente agudo no país. Um relatório recente da OCDE indica que, enquanto os Estados Unidos tiveram um crescimento estimado de 1,5% na produtividade em 2024, a média do G7 como um todo registrou uma contração de 0,3%, com o Japão projetado para ter um desempenho negativo ou próximo de zero. A posição do Japão no ranking de produtividade contrasta com seu status de quarta maior economia do mundo em termos de PIB nominal.

Os dados revelam uma tendência preocupante de perda de competitividade a longo prazo. Em 2018, o Japão ocupava a 21ª posição no mesmo ranking. A produtividade mergulhou para o 28º lugar em 2020, durante a pandemia de COVID-19, e tem tido uma recuperação lenta desde então. Paralelamente, o PIB per capita do país também recuou para um recorde negativo, ocupando o 24º lugar entre os membros da OCDE, reflexo de uma baixa taxa de crescimento e da depreciação do iene.

Especialistas apontam que o Japão precisa melhorar a produtividade por meio do uso de inteligência artificial e outras tecnologias. Organizações internacionais recomendam reformas estruturais para aumentar o dinamismo empresarial, fomentar a inovação e enfrentar os ventos contrários demográficos, como o envelhecimento acelerado da população. A necessidade de impulsionar a produtividade é vista como crucial para sustentar o crescimento econômico e os padrões de vida no futuro.

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