Jornalista filipina é condenada a 18 anos por financiamento ao terrorismo em caso polêmico
Defensora e organizações internacionais classificam o veredito como uma ‘travestia da justiça’ e um ataque à liberdade de imprensa
Frenchie Mae Cumpio, uma jovem jornalista comunitária e radialista filipina de 26 anos, foi condenada a até 18 anos de prisão por suposto financiamento ao terrorismo. O veredito, anunciado na quinta-feira pelo Tribunal Regional de Tacloban, na ilha de Leyte, ocorreu após quase seis anos de detenção preventiva em uma prisão provincial superlotada.
Ela se torna a primeira jornalista filipina a ser processada e condenada sob as leis de financiamento ao terrorismo do país. Sua advogada de defesa, Julianne Agpalo, afirmou que essas leis se tornaram a ‘arma preferida’ do governo para silenciar a dissidência e a imprensa crítica. Grupos de direitos humanos e um especialista das Nações Unidas já haviam classificado o caso como uma ‘travestia da justiça’.
No tribunal, Cumpio e sua ex-colega de quarto, Marielle Domequil, que também foi condenada, romperam em lágrimas e se abraçaram quando a juíza Georgina Uy Perez leu a sentença. A defesa planeja recorrer da decisão, que deve ampliar os debates sobre o cerceamento às liberdades civis e à imprensa nas Filipinas.
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