Réu confessa assassinato de agente de liberdade assistida no Japão

Japonês de 36 anos confessa assassinato de agente de liberdade assistida durante julgamento

Defesa contesta responsabilidade criminal; réu admite crimes em primeira audiência no Tribunal de Otsu

O primeiro julgamento de um homem de 36 anos, acusado de matar a facadas o seu agente de liberdade assistida durante o período de liberdade condicional, foi realizado no Tribunal Distrital de Otsu. O réu confessou os crimes, enquanto a defesa sinalizou que irá contestar sua responsabilidade criminal, possivelmente com base em questões de sanidade mental.

De acordo com as acusações, o crime ocorreu enquanto o réu estava sob liberdade condicional, regime em que o condenado cumpre pena em liberdade, mas com supervisão de um agente de liberdade assistida — figura conhecida no Japão como “hogoshi”. O réu teria usado uma faca para atacar o agente, que morreu em decorrência dos ferimentos.

Na abertura do processo, o promotor apresentou os detalhes do caso, e o juiz perguntou ao réu sobre as acusações. O réu confirmou que os fatos narrados na denúncia estavam corretos. A defesa, no entanto, indicou que pretende discutir a capacidade mental do acusado no momento do crime, o que pode levar a uma avaliação psiquiátrica.

O caso tem chamado a atenção no Japão para a segurança dos agentes de liberdade assistida, que atuam voluntariamente na reintegração de ex-detentos à sociedade. A corte deve ouvir testemunhas e peritos nas próximas sessões antes de proferir uma sentença.

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