Sompo, gigante japonesa de seguros, amplia investimentos internacionais
Foco em ativos de crédito no exterior marca nova estratégia para elevar rentabilidade
Diante de um mercado doméstico maduro, a Sompo Holdings, terceira maior seguradora de propriedades e acidentes do Japão, está redirecionando sua estratégia de investimentos. A empresa anunciou planos de aumentar significativamente sua exposição a ativos de crédito no exterior, buscando maior rentabilidade em mercados como os de private credit e junk bonds.
A decisão estratégica foi confirmada por Toshinobu Kondo, gerente geral do departamento de gestão de investimentos da Sompo. Para operacionalizar a mudança, a companhia já começou a transferir vários de seus gestores de investimento da subsidiária japonesa para trabalhar nos Estados Unidos a partir deste mês. A medida visa não apenas capturar oportunidades, mas também gerar sinergias e reduzir custos, permitindo que as unidades do Japão e dos EUA selecionem os mesmos gestores de ativos para operações específicas.
O movimento é respaldado por um robusto desempenho financeiro recente. A Sompo registrou um lucro consolidado ajustado de 247,4 bilhões de ienes no segundo trimestre de 2025, um aumento expressivo em relação ao ano anterior. Com base nesses resultados, a empresa revisou sua previsão de lucro anual para 440 bilhões de ienes, antecipando superar seu recorde histórico. Para o ano fiscal de 2026, as projeções são ainda mais otimistas, com uma previsão de lucro líquido revisada de 335 bilhões para 540 bilhões de ienes, um salto de 61,2%.
Essa capacidade de investimento agressiva é sustentada por uma sólida posição de capital. Mesmo após a grande aquisição da seguradora norte-americana Aspen Insurance Holdings, a Sompo estima que terá um poder de fogo de aproximadamente 1,5 trilhão de ienes em capital disponível para investimentos até o final do ano fiscal de 2026. A estratégia internacional já mostra sinais positivos, com a subsidiária responsável pelas operações fora do Japão registrando um crescimento de 29% na emissão de prêmios de seguros de propriedades em 2025.
“Vamos investir amplamente em ativos de crédito que oferecem alta rentabilidade e características diferentes de risco-retorno”, afirmou Kondo. O executivo destacou que a gestão de ativos está se tornando uma fonte de lucros ainda mais crucial para a seguradora, complementando os negócios tradicionais de seguro, que enfrentam desafios como o aumento dos custos no segmento automotivo. Para enfrentar essa pressão doméstica, a empresa planeja aumentar as tarifas médias do seguro automóvel em 7,5% a partir de janeiro.
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