Sucesso de IPO nos EUA depende de turnaround mais rápido, diz CEO da Seven & i

Recuperação nos EUA é crucial para IPO da 7-Eleven, afirma CEO da Seven & i

Stephen Dacus pressiona unidade americana por melhores resultados; oferta pública está prevista para 2026

O CEO da Seven & i Holdings, Stephen Dacus, está exigindo uma recuperação mais rápida do negócio de lojas de conveniência da empresa nos Estados Unidos. O avanço é considerado essencial para a concretização de uma oferta pública de ações (IPO) da subsidiária americana, operação que a retalhista japonesa busca para financiar novos investimentos e aumentar os retornos para seus acionistas.

Em entrevista, Dacus, que assumiu o cargo há seis meses, afirmou que o cronograma do IPO dependerá da execução da estratégia e das condições de mercado. Ele reconheceu que o potencial da 7-Eleven Inc. nos EUA ainda não foi totalmente realizado e que o desempenho da unidade permanece insuficiente. A empresa tem como meta realizar a listagem na segunda metade de 2026.

O plano de recuperação da operação norte-americana, parte de uma ampla reestruturação do grupo, se baseia em quatro pilares principais. O primeiro é o impulso às vendas de produtos de marca própria, que possuem margens de lucro mais atraentes. O segundo é a expansão agressiva com foco em lojas de grande formato, que geram mais vendas e lucro. Dos 1.300 novos pontos de venda planejados para a América do Norte até 2031, a maioria será deste tipo, incluindo 1.100 unidades com restaurantes anexos.

O terceiro pilar é uma redução drástica de custos, já que as despesas administrativas e de vendas por loja da Seven & i são mais altas que as dos concorrentes. Por fim, a empresa busca extrair mais lucro das vendas de combustível, uma área onde, apesar do volume, não está profundamente envolvida na cadeia de suprimentos. A meta é adicionar anualmente 400 milhões de dólares ao lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização até 2030.

Este esforço de transformação ocorre paralelamente a uma mudança na liderança da 7-Eleven nos EUA. Joe DePinto, que comandou a subsidiária por mais de vinte anos e foi um dos arquitetos de grandes aquisições como Sunoco e Speedway, se aposentou do cargo de CEO. Enquanto um sucessor permanente não é escolhido, dois executivos assumiram interinamente a co-liderança da unidade.

A reestruturação foi acelerada após a retirada, em julho, de uma proposta de aquisição hostil feita pela gigante canadense do varejo Alimentation Couche-Tard. Desde então, a Seven & i intensificou seu foco no core business de conveniência, desfazendo-se de operações não essenciais, como a rede de supermercados Ito-Yokado no Japão.

Globalmente, a Seven & i traçou um plano ambicioso de crescimento. No Japão, a estratégia até 2030 prevê a abertura de 1.000 novas lojas e a reforma de mais de 5.000 unidades existentes para introduzir padaria fresca, com o objetivo de elevar as vendas anuais por loja. O grupo almeja ter 100.000 lojas no mundo todo dentro deste prazo e quase dobrar seu lucro por ação.

O CEO Stephen Dacus expressou confiança no futuro, afirmando que não há cenário em que a empresa desista do IPO, pois acredita que o desempenho melhorará. Ele vê uma oportunidade única de redefinir o significado de conveniência para o mercado americano, aplicando a expertise em qualidade de alimentos desenvolvida no Japão.

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