Suwa será o 8º japonês em missão de longa duração na Estação Espacial

Makoto Suwa, o novo astronauta japonês com destino à Estação Espacial Internacional

Ex-funcionário do Banco Mundial levará seu conhecimento em gestão de riscos para uma missão orbital a partir de 2027

A Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA) designou oficialmente Makoto Suwa para uma missão de longa duração a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS), com início previsto para cerca de 2027. Aos 49 anos, Suwa se tornará assim o oitavo astronauta japonês a realizar uma estadia prolongada no complexo orbital e embarca em sua primeira viagem ao espaço.

Em coletiva de imprensa realizada em Tóquio, Suwa expressou honra e felicidade pela oportunidade. “Acredito que um bastão de revezamento foi passado firmemente de um astronauta (japonês) para o próximo”, disse ele, demonstrando consciência do legado que carrega. “Quero receber esse bastão com firmeza e passá-lo adequadamente quando chegar a hora da próxima missão.” Esta será a 15ª missão de longa duração realizada por um profissional do Japão na ISS.

Suwa possui um perfil acadêmico e profissional singular. Formado em Ciências da Terra pela Universidade de Tóquio, obteve seu doutorado na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos. Antes de ingressar no programa espacial, ele construiu uma carreira internacional, tendo trabalhado para a Organização Meteorológica Mundial e, mais recentemente, para o Banco Mundial, onde atuou como especialista sênior em gestão de riscos de desastres. Ele e a médica Ayu Yoneda, de 30 anos, foram selecionados como candidatos a astronautas em 2023 – a primeira seleção da JAXA em 13 anos – e receberam a certificação oficial em outubro de 2024 após completarem o treinamento básico.

Atualmente, o astronauta está em fase de treinamento avançado, que inclui a operação do braço robótico da ISS e a execução dos experimentos científicos planejados para a missão. Com a operação da ISS programada para terminar em 2030, Suwa vê sua missão como um momento crucial para consolidar conquistas científicas e lançar as bases para a futura exploração da Lua e de Marte. Sua trajetória o coloca ainda na lista de astronautas japoneses potencialmente elegíveis para participar do programa de exploração lunar Artemis, liderado pelos Estados Unidos, podendo vir a ser o primeiro de seu país a pisar na superfície lunar.

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