Takaichi planeja pular cerimônia de sumô, onde ringue é proibido para mulheres

Primeira-ministra do Japão respeita tradição e evita cerimônia de premiação no sumô

Regra secular proíbe a presença de mulheres no ‘dohyo’, o ringue sagrado do esporte nacional

A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, planeja não participar da cerimônia de premiação do vencedor do torneio de sumô de Ano Novo, informou uma fonte do governo nesta segunda-feira. A decisão segue a tradição secular do esporte, que considera o ringue, conhecido como ‘dohyo’, um espaço sagrado e interditado para mulheres.

O torneio de janeiro, que acontece no Ryogoku Kokugikan, em Tóquio, é um dos eventos mais importantes do calendário do sumô. Segundo a tradição, apenas homens podem pisar no ‘dohyo’, uma regra que tem sido objeto de debate público em tempos modernos, especialmente após incidentes onde mulheres que prestavam socorro em emergências foram instruídas a deixar a área do ringue.

A ausência da chefe de governo na cerimônia de entrega do troféu ao campeão evidencia o delicado equilíbrio entre a preservação das tradições culturais e as expectativas contemporâneas sobre igualdade de gênero. O sumô, considerado o esporte nacional do Japão, mantém rigidamente seus rituais xintoístas, que atribuem ao ringue uma condição de pureza ritual.

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