Tamaki, da oposição, diz que DPP pode não aprovar orçamento em caso de eleição antecipada

Oposição japonesa condiciona apoio ao orçamento à ausência de eleição antecipada

Líder do DPP alerta primeiro-ministro sobre violação de acordo e risco para reforma fiscal

Yuichiro Tamaki, líder do Partido Democrático para o Povo (DPP), principal partido de oposição, declarou que seu partido pode não aprovar o orçamento do governo para o ano fiscal de 2026 se a primeira-ministra Sanae Takaichi dissolver a Câmara Baixa para convocar uma eleição antecipada, possivelmente já em fevereiro.

Em aparição em programa de televisão no domingo, Tamaki afirmou que não seria capaz de garantir a aprovação do orçamento pelo DPP nesse cenário. Ele argumentou que uma dissolução antecipada da câmara violaria um acordo firmado entre o Partido Liberal Democrata (PLD), no poder, e o DPP para assegurar a promulgação do orçamento até o final do ano fiscal atual, que vai até março.

De acordo com reportagens, Takaichi estaria considerando duas opções: anunciar a dissolução em 27 de janeiro para uma eleição em 8 de fevereiro, ou anunciar em 3 de fevereiro para uma votação em 15 do mesmo mês. A sessão ordinária do parlamento está programada para começar em 23 de janeiro.

O acordo mencionado por Tamaki foi assinado por ele e pela primeira-ministra no mês passado. O pacto prevê o aumento do limite de isenção do imposto de renda anual para 1,78 milhão de ienes e a aprovação da legislação de reforma tributária para 2026 e do próprio orçamento, necessários para concretizar essa mudança, ainda dentro do ano fiscal de 2025.

O líder da oposição foi enfático em suas críticas, sugerindo que, se o PLD recuperasse uma maioria sólida, os cortes de impostos prometidos novamente não seriam implementados. Tamaki também comparou a possível atitude de Takaichi à de seu antecessor, Shigeru Ishiba, dizendo que dissolver a câmara deixando medidas políticas de lado seria uma atitude equivalente.

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