Tepco reinicia reator da usina de Kashiwazaki-Kariwa

Maior usina nuclear do mundo reinicia reator após contratempo técnico

Tepco busca operação comercial em março em meio à pressão por segurança e meta energética do Japão

A Tokyo Electric Power Company (Tepco) retomou nesta segunda-feira (9) a operação de um reator da usina nuclear de Kashiwazaki-Kariwa, na província de Niigata, considerada a maior do mundo. A reativação acontece depois de uma interrupção no processo ocorrida no mês passado devido a uma falha elétrica.

De acordo com informações divulgadas pela empresa, o reator número 6 começou a ser religado às 14h (horário local). A unidade terá sua geração de energia aumentada gradualmente, com a expectativa de que entre em operação comercial no dia 18 de março. Inicialmente, a meta da companhia era retomar as atividades em 26 de fevereiro, mas o cronograma foi afetado por problemas técnicos.

O reator havia sido reiniciado em 21 de janeiro, mas uma falha elétrica em um painel de controle das barras de comando interrompeu o processo no dia seguinte. Investigações conduzidas pela Tepco apontaram uma interpretação incorreta da corrente elétrica de um motor dentro do equipamento como a causa do contratempo.

Em coletiva de imprensa realizada na última sexta-feira (6), o superintendente da usina, Takeyuki Inagaki, assumiu a responsabilidade pela decisão de interromper a operação para uma análise mais aprofundada e garantiu que todas as etapas seguintes serão conduzidas com cautela. A usina de Kashiwazaki-Kariwa é a única unidade nuclear ainda operável da Tepco, que também administra a usina de Fukushima, palco do acidente nuclear em 2011.

O reintegração da unidade ocorre em um momento no qual o governo japonês busca ampliar o uso da energia atômica como parte de sua estratégia para reduzir as emissões de carbono, diminuir a dependência da importação de combustíveis fósseis e garantir uma matriz energética estável diante do aumento da demanda por eletricidade.

O reator número 6 é o primeiro dos sete reatores do complexo a ser reiniciado. A unidade número 7 também já recebeu autorização da agência reguladora nuclear do Japão para voltar a operar.

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