Tragédia em resort alpino durante festa de Ano Novo é uma das piores da história suíça

Incêndio em resort suíço transforma celebração de Ano Novo em tragédia

Fogo em bar lotado em Crans-Montana deixou cerca de 40 mortos e 115 feridos; investigação sobre as causas está em andamento

Um incêndio devastador no bar Le Constellation, na estação de esqui de Crans-Montana, na Suíça, transformou a celebração da passagem de ano em uma das maiores tragédias recentes do país. O fogo, que começou por volta da 1h30 da madrugada de quinta-feira, vitimou cerca de 40 pessoas e deixou aproximadamente 115 feridos, muitos deles em estado grave e com queimaduras extensas. A maioria das vítimas é de jovens entre os 15 e os 25 anos, que estavam reunidos para festejar a chegada de 2026.

As autoridades locais declararam cinco dias de luto nacional. O presidente suíço, Guy Parmelin, que visitou o local, classificou o evento como um “drama de proporções desconhecidas” e uma das ocorrências mais traumáticas da história da Suíça. A comunidade da pacata estação alpina, conhecida por acolher turistas de alto padrão e eventos esportivos de elite, está em estado de choque.

O processo de identificação das vítimas é lento e doloroso. Devido à severidade das queimaduras, as equipes forenses precisam recorrer a análises de DNA e registros dentários para atribuir nomes aos corpos. Oficiais alertaram que este trabalho meticuloso pode levar dias ou mesmo semanas, prolongando a angústia das famílias que aguardam notícias. A primeira vítima publicamente identificada foi Emanuele Galeppini, um talentoso golfista italiano de 17 anos, homenageado pela federação de golfe de seu país.

A investigação sobre a origem das chamas continua, mas as autoridades já afastaram a hipótese de um ataque. O foco dos investigadores recai sobre relatos de testemunhas e imagens que mostram funcionários do bar realizando um espetáculo pirotécnico para os clientes. De acordo com diversos depoimentos, garçons carregavam garrafas de champanhe com “velas-foguete” ou “sparklers” acesas, que teriam sido levantadas próximas demais do teto de madeira do estabelecimento, provocando o incêndio instantâneo. A procuradora-geral do cantão, Beatrice Pilloud, confirmou que a capacidade do local e a conformidade com as normas de segurança também serão analisadas.

O incidente mobilizou um enorme esquema de resgate, com a ativação do mecanismo de proteção civil da União Europeia. Mais de 150 paramédicos, 43 ambulâncias e 13 helicópteros foram acionados. O sistema de saúde regional ficou sobrecarregado, forçando a transferência de pacientes graves para hospitais especializados em outras partes da Suíça e em países vizinhos como França, Itália, Alemanha e Polônia, que se ofereceram para ajudar. Entre os feridos confirmados há cidadãos de várias nacionalidades, incluindo franceses, italianos, poloneses e pelo menos um australiano.

Enquanto os investigadores trabalham atrás das barreiras erguidas ao redor do bar carbonizado, a vida na estação de esqui tenta seguir seu curso. Esquiadores circulam pelas pistas, contrastando com o crescente memorial de flores, velas e mensagens de despedida montado pelos moradores e turistas próximos ao local da tragédia. A dor é palpável na comunidade, que perdeu muitos de seus jovens em uma noite que deveria ser de alegria.

Acompanhe mais atualizações no Japão em Pauta.