Trump anuncia fim de nova onda de ataques após gesto de Caracas

EUA cancelam novo ataque à Venezuela após libertação de presos políticos

Presidente Donald Trump afirma que cooperação de Caracas em áreas energéticas e gesto humanitário tornaram nova ofensiva desnecessária

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o cancelamento de uma segunda onda de ataques militares contra a Venezuela, citando como justificativa a cooperação do país e a libertação de um grande número de presos políticos. A declaração foi feita em uma publicação na rede social Truth Social, na qual Trump classificou a ação venezuelana como um gesto muito importante e inteligente em busca da paz.

Conforme o anúncio, as duas nações estão trabalhando bem juntas, especialmente na reconstrução da infraestrutura de petróleo e gás da Venezuela. Trump afirmou que, devido a essa cooperação, uma segunda onda de ataques, anteriormente esperada, parece não ser mais necessária. No entanto, navios de guerra americanos permanecerão posicionados na região por motivos de segurança.

O anúncio da libertação dos presos foi feito pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, que se referiu a um número significativo de venezuelanos e estrangeiros sendo soltos como um gesto para contribuir com a união nacional e a convivência pacífica. Entre os primeiros libertados confirmados estão cinco cidadãos espanhóis, incluindo a renomada ativista de direitos humanos e especialista em segurança Rocío San Miguel.

A medida ocorre dias após uma operação militar dos EUA que capturou o ex-presidente Nicolás Maduro e sua esposa. Em meio a este cenário, Trump realizou uma reunião na Casa Blanca com executivos de grandes companhias petrolíferas, pressionando por investimentos de pelo menos 100 bilhões de dólares na reconstrução do setor energético venezuelano. Entretanto, representantes da indústria demonstraram ceticismo, citando riscos e expropriações passadas.

Organizações de direitos humanos na Venezuela receberam as notícias das libertações com cautela, pedindo que o gesto seja parte de um processo genuíno de reconciliação nacional. O Foro Penal, grupo de defesa dos presos, estima que centenas de pessoas ainda permanecem detidas por motivos políticos no país.

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