Trump e Japão fecham pacto comercial histórico com tarifa reduzida e mega investimento.

EUA e Japão fecham acordo comercial com tarifa de 15% e promessa de investimento bilionário

Pacto anunciado em julho de 2025 reduz impostos de importação sobre veículos e prevê aporte japonês em infraestrutura americana

Os governos dos Estados Unidos e do Japão concluíram um acordo comercial bilateral que estabelece uma tarifa de 15% sobre a maioria dos produtos japoneses exportados para o mercado americano, incluindo automóveis. Em contrapartida, Tóquio se comprometeu a realizar investimentos que podem totalizar 550 bilhões de dólares nos Estados Unidos. O anúncio foi feito pelo presidente americano, Donald Trump, e pelo primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, e representa uma tentativa de reequilibrar a relação comercial entre as duas maiores economias do mundo.

O setor automotivo, vital para a economia japonesa, foi um dos focos centrais do acordo. A tarifa de importação para carros e peças japonesas, que antes era de 25%, foi reduzida para a taxa geral de 15%. Essa decisão teve impacto imediato nos mercados financeiros, com o índice Nikkei, da bolsa de Tóquio, registrando alta de quase 4% logo após o anúncio, puxado pelas ações de montadoras como Toyota e Honda.

O compromisso de investimento japonês de 550 bilhões de dólares é considerado a outra peça fundamental do acordo. Esse montante, que deve ser aplicado por meio de instituições financeiras ligadas ao governo japonês, será direcionado para projetos de infraestrutura e setores considerados estratégicos para a segurança econômica americana, como semicondutores, farmacêuticos e energia. Os Estados Unidos terão a liderança na seleção dos projetos que receberão os investimentos.

Além do investimento, o acordo inclui compromissos do Japão em aumentar as compras de produtos agrícolas dos Estados Unidos, como arroz, e em aceitar veículos fabricados de acordo com os padrões de segurança americanos sem exigir testes adicionais. O acordo também prevê a participação japonesa em um projeto de gasoduto no Alasca, há muito tempo defendido pela administração Trump.

Contudo, o pacto recebeu críticas de montadoras americanas. Elas argumentam que, ao pagarem tarifas mais altas para importar componentes do Canadá e do México, perderão competitividade frente aos produtos japoneses que agora entrarão com uma taxa menor. Analistas também apontam que o sucesso do acordo dependerá da capacidade do Japão de implementar rapidamente os investimentos prometidos, sob o risco de os Estados Unidos revisarem as tarifas concedidas.

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