Vendas globais da Toyota caem 1,9% em novembro, com forte recuo no mercado chinês.

Queda nas vendas da Toyota em novembro é pressionada por crise no mercado chinês

Montadora japonesa vê vendas globais recuarem 1,9% e produção cair 3,4% no mês, com a China registrando uma queda de 12%

A Toyota Motor Corp. enfrentou um mês difícil em novembro, com vendas e produção em queda. O desempenho foi impactado em grande parte por uma queda acentuada no mercado chinês, que ocorre em um momento em que o governo local descontinuou subsídios destinados a impulsionar a venda de carros elétricos e de baixo consumo.

As vendas globais do grupo, que inclui as subsidiárias Daihatsu Motor Co. e Hino Motors Ltd., caíram 1,9% em novembro na comparação com o mesmo mês do ano anterior, totalizando 965.919 unidades. A produção mundial também encolheu 3,4%, para 934.001 veículos. Especificamente na China, as vendas das marcas Toyota e Lexus despencaram 12% no período. A montadora atribuiu parte deste recuo ao término dos subsídios governamentais para troca de veículos em grandes cidades, interrompidos por falta de verba.

Este é o primeiro declínio nas vendas mundiais da empresa em 11 meses, interrompendo uma sequência de resultados positivos. A produção global, por sua vez, registrou sua primeira queda em seis meses. Analistas apontam que o fim dos incentivos na China expõe a vulnerabilidade das montadoras tradicionais diante da feroz concorrência local por veículos elétricos, setor no qual as fabricantes chinesas conquistaram liderança global.

Enquanto enfrenta desafios na China, a Toyota busca se reposicionar. A empresa tem planos de inaugurar por volta de 2027 uma fábrica de veículos elétricos da linha Lexus em Xangai, operando sem um parceiro local. A estratégia visa recuperar espaço no maior mercado automotivo do mundo, onde a transição para a eletrificação avança rapidamente.

O cenário competitivo na China é intenso, com marcas locais dominando o mercado de veículos de nova energia. Apenas em novembro, a BYD, líder do setor, vendeu mais de 480 mil unidades desse tipo de veículo. Paralelamente, outras grandes montadoras japonesas também buscam se fortalecer: a Honda e a Nissan anunciaram negociações para uma possível fusão, com o objetivo de unir forças no desenvolvimento de veículos elétricos e tecnologias de direção autônoma.

Em outros mercados, os resultados foram mistos. A produção nos Estados Unidos cresceu 9% em novembro, impulsionada pela forte demanda por veículos híbridos, mesmo sob a ameaça de tarifas comerciais mais altas. No entanto, a produção doméstica da Toyota no Japão caiu 9,7%, e no Reino Unido a retração foi de 7,9%.

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