Vitória de Takaichi não garante mandato para gastos públicos elevados
Pressões internas e de mercado podem moderar política fiscal da primeira-ministra
A vitória do Partido Liberal Democrata (PLD) nas eleições para a Câmara Baixa do Japão no último domingo pode não se traduzir em um mandato para a primeira-ministra Sanae Takaichi implementar uma agenda de gastos públicos expansivos. Analistas apontam que a primeiríssima enfrentará pressões significativas tanto de setores conservadores dentro do próprio partido quanto da vigilância do mercado de títulos.
De acordo com Tomohisa Ishikawa, economista-chefe do Japan Research Institute, uma vitória esmagadora como a do PLD tende a atrair uma gama diversificada de membros, o que torna a coordenação interna mais complexa. Essa dinâmica pode forçar Takaichi a adotar uma postura pragmática em relação à política fiscal, resultando em gastos menores do que os esperados por seus apoiadores e, ao mesmo tempo, evitando os receios de uma expansão descontrolada.
A primeira-ministra havia discutido a possibilidade de cortes no imposto sobre consumo durante a campanha, mas a implementação efetiva dessas medidas dependerá do equilíbrio entre as demandas internas do partido e a reação dos mercados financeiros. A atenção dos investidores estará voltada para os próximos passos do governo, especialmente em relação à sustentabilidade da dívida pública japonesa.
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