Um artigo do Japan Center for Economic Research relembra que o Japão tem uma longa história de emigração. Cerca de 5 milhões de descendentes de japoneses vivem fora do país, segundo o Ministério das Relações Exteriores. A maioria está no Brasil, Peru, Argentina, Estados Unidos e Canadá. Isso mostra que a imigração não é um fenômeno estranho ao Japão.
Entre 1952 e 1993, o governo japonês apoiou oficialmente a emigração, especialmente para a América do Sul. Mais de 73 mil pessoas receberam auxílio para se mudar. O pico foi nos anos 1960, com mais de 8 mil emigrantes por ano. Essa política ajudou a formar as comunidades nikkeis que hoje são parte importante da sociedade brasileira.
Para os brasileiros que vivem no Japão, esse contexto é fundamental. Muitos descendentes de japoneses vieram para cá com visto de ‘定住者’ (teijusha) ou ‘特定活動’ (tokutei katsudou) para nikkeis de quarta geração. Os dados oficiais mostram que a maioria dos brasileiros no Japão tem status de residente permanente, cônjuge de japonês ou descendente. Entender essa história ajuda a compreender os direitos e as dificuldades enfrentadas pela comunidade brasileira.
O artigo sugere que o Japão precisa evitar um duplo padrão: se no passado incentivou seus cidadãos a emigrar, deve agora tratar com respeito os imigrantes que recebe. Para os brasileiros no Japão, isso significa acompanhar as discussões políticas sobre imigração e defesa dos direitos dos estrangeiros. A história da emigração japonesa é um argumento a favor de políticas mais acolhedoras.
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Fonte: 公益社団法人 日本経済研究センター — resumo original em português.
Imagem de destaque: cc by-sa — cyanocorax.

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