Estrangeiros já são 3,1% da população do Japão e chegam a 3,84 milhões

O número de estrangeiros residentes no Japão atingiu um recorde histórico de 3,84 milhões de pessoas, segundo o censo de 2025. Eles agora representam 3,1% da população total do país — o maior percentual já registrado. Para a comunidade brasileira, o dado confirma uma tendência que já é visível no dia a dia: o Japão depende cada vez mais de mão de obra e residentes vindos de fora.

Entre os grupos nacionais, os chineses continuam sendo a maior comunidade, com 923.013 pessoas, um crescimento de 18% em relação ao censo anterior. A grande novidade é a ultrapassagem dos vietnamitas sobre os residentes de origem sul-coreana e norte-coreana. Os vietnamitas somam 609.238 pessoas, alta de 59% em cinco anos, e já representam 15,9% de todos os estrangeiros no país.

O destaque geral ficou para o Sudeste Asiático. O número de residentes de Mianmar, por exemplo, multiplicou por 5,7 e chegou a 163.132 pessoas. Esse avanço reflete a expansão de programas de trabalho e de formação técnica voltados a países da região, muitos deles com acordos específicos de envio de trabalhadores.

Para os brasileiros que vivem no Japão, a leitura prática é clara: a concorrência por vagas, moradia e serviços de apoio em português tende a aumentar, mas também cresce o peso político e econômico das comunidades estrangeiras. Isso pode significar mais pressão por melhorias em atendimento multilíngue em prefeituras, escolas e hospitais — e mais visibilidade para pautas de imigração no debate público japonês.

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Fonte: 日本経済新聞 — resumo original em português.

Imagem de destaque: reprodução/日本経済新聞.

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