Uma subsidiária da gigante farmacêutica AIN Holdings, a Craft, que opera a rede de farmácias Sakura em todo o Japão, demitiu cerca de 50 trabalhadores com deficiência após apenas nove meses de emprego, segundo apurou a imprensa japonesa. Os funcionários haviam sido contratados em outubro do ano passado por intermediação da empresa de recrutamento Thanks Lab, com sede em Naha, que prometeu um plano de desenvolvimento de carreira de 18 meses.
De acordo com relatos, os trabalhadores foram informados antes da contratação de que participariam de um programa de capacitação de um ano e meio. No entanto, em março deste ano, a Thanks Lab comunicou que o novo contrato teria duração de apenas três meses, encerrando-se no final de junho. O contrato anterior previa possibilidade de renovação sem limite definido, mas o novo documento passou a indicar que não haveria renovação.
Um homem de 40 anos com transtorno mental contou que acreditava poder trabalhar por pelo menos 18 meses e, chocado com a mudança, deixou de comparecer ao trabalho, pedindo demissão pouco depois. A Craft afirmou que o encerramento ocorreu porque a AIN Holdings decidiu que os funcionários deveriam trabalhar no mesmo ambiente que os demais colaboradores, e que estuda recontratar os demitidos.
A Thanks Lab se recusou a comentar, alegando tratar-se de assunto contratual entre a empresa e seus funcionários. O caso levanta questionamentos sobre o modelo de negócios de emprego para pessoas com deficiência, no qual a gestão trabalhista é deixada a cargo de intermediários, o que pode levar a situações como essa. A prática, que envolve a contratação de pessoas com deficiência para atender cotas legais, tem sido alvo de novas regulamentações no Japão.
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Fonte: Yahoo!ニュース — resumo original em português.

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