Governo japonês aprova medidas polêmicas para redução de despesas médicas

Japão finaliza plano para conter gastos com saúde, mas enfrenta oposição de pacientes

Medidas incluem revisão de limites de copagamento e taxa para medicamentos similares a remédios de venda livre

O governo japonês finalizou um plano para conter os gastos com saúde que tem enfrentado forte oposição de grupos de pacientes, preocupados com o aumento da carga financeira sobre a população. O pacote de medidas, essencial para o país lidar com o envelhecimento da população, busca equilibrar as contas do sistema universal de saúde, considerado um dos mais avançados do mundo.

Um dos pontos centrais do plano é a revisão do sistema de benefício para altos custos médicos, que limita o valor mensal pago do próprio bolso pelos pacientes. A proposta inicial, que previa um aumento neste limite, foi criticada por potencialmente impor uma carga excessiva, especialmente a pacientes em tratamentos de longa duração, e foi subsequentemente adiada para reavaliação.

Outro foco de debate foi a proposta de remover a cobertura do seguro de saúde para medicamentos prescritos que são similares em composição e efeito a remédios de venda livre, como alguns adesivos para dor. Defendida como forma de reduzir visitas médicas desnecessárias e economizar recursos, a ideia foi contestada por organizações de pacientes, principalmente os que sofrem de condições crônicas. A decisão final foi manter a cobertura, mas introduzir uma taxa adicional para o paciente na aquisição de aproximadamente 1.100 medicamentos desta categoria, com isenção para portadores de doenças crônicas.

O sistema de saúde japonês, público e universal, é financiado por seguros obrigatórios para todos os residentes. Nele, os pacientes arcam com 30% do custo dos serviços, enquanto o seguro cobre 70%. O novo plano do governo tenta garantir a sustentabilidade deste modelo diante do rápido envelhecimento populacional, que pressiona as finanças públicas.

Grupos de pacientes criticaram a falta de consulta durante a formulação inicial das propostas, alertando que decisões apressadas sobre onde cortar custos aumentam a ansiedade e dificultam a aceitação das medidas pela sociedade. O governo e os partidos da coalizão agora enfrentam o desafio de avançar com as reformas necessárias enquanto tentam minimizar o impacto direto sobre os cidadãos.

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