O verão ainda não começou oficialmente, mas a região nordeste do Japão (Tōhoku) já registrou temperaturas típicas da estação mais quente. Nesta segunda-feira (19), com céu claro em grande parte do país, os termômetros subiram rapidamente e, até as 14h, a cidade de Date, na província de Fukushima, marcou 35,1 graus Celsius.
Esse é o primeiro dia do ano no nordeste japonês em que a máxima ultrapassou os 35 graus, condição que, no Japão, recebe o nome de “mōshonichi” (猛暑日) – expressão que significa literalmente “dia de calor extremo”. A classificação é usada pela Agência Meteorológica do Japão (Kishōchō) para indicar temperaturas muito acima do normal, com potencial de causar estresse térmico e riscos à saúde da população.
Calor precoce acende alerta para os próximos meses
Além do registro pontual em Fukushima, a própria agência meteorológica divulgou uma previsão de longo prazo indicando que a temperatura média do verão deve ficar “alta” em todo o território japonês. O comunicado, publicado no início da semana, reforça a tendência de dias abafados e noites com pouco alívio térmico, especialmente nas regiões urbanas.
De acordo com a reportagem do jornal Asahi Shimbun, que divulgou os dados da Kishōchō, a combinação do calor intenso já observado no nordeste com a projeção para os próximos meses sugere um verão rigoroso. Até o momento da publicação, não há mais detalhes sobre os valores previstos para cada província ou sobre a duração esperada desse período de temperaturas elevadas.
Moradores da região de Tōhoku, acostumados a verões mais amenos do que os de Tóquio ou Osaka, foram surpreendidos pela antecipação do calor extremo. Autoridades locais recomendam atenção redobrada à hidratação e à exposição prolongada ao sol, mesmo antes do início oficial da estação.
Fonte: Asahi Shimbun






