Jovens na China desafiam crise demográfica e optam por não ter filhos
Uma década após o fim da política do filho único, incentivos do governo não conseguem reverter a queda acentuada na taxa de natalidade
Com apenas 25 anos, Grace e seu marido tomaram uma decisão firme: vão permanecer sem filhos, resistindo às pressões constantes de seus pais e da sociedade chinesa. Essa escolha pessoal reflete um movimento mais amplo no país, que vê suas ambiciosas políticas para aumentar a taxa de natalidade falharem diante das mudanças de mentalidade das novas gerações.
Há dez anos, em janeiro de 2016, a China abandonou sua rígida política do filho único e implementou a permissão para dois filhos por família. A medida, no entanto, não foi suficiente para frear uma crise demográfica que se aproxima rapidamente. A população do país diminui pelo terceiro ano consecutivo, e projeções das Nações Unidas indicam um cenário alarmante: de 1,4 bilhão de habitantes atuais, a China pode ter apenas 633 milhões de pessoas até o ano de 2100.
Os incentivos financeiros e campanhas governamentais para promover famílias maiores esbarram em realidades econômicas e culturais. O alto custo de vida, especialmente a educação e a habitação nas grandes cidades, aliado a uma mudança de prioridades entre os jovens, faz com que muitos casais, como Grace e seu marido, prefiram manter um estilo de vida sem a responsabilidade de criar filhos.
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