Hibakusha mantêm viva a memória e a luta pela abolição das armas nucleares
Evento em Tóquio marca cinco anos da entrada em vigor do Tratado de Proibição de Armas Nucleares
Sobreviventes das bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki, conhecidos como hibakusha, e defensores do desarmamento nuclear se reuniram em Tóquio para renovar o compromisso de construir um movimento global pela abolição total desse tipo de armamento. O encontro ocorreu no quinto aniversário da entrada em vigor do Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares.
Terumi Tanaka, de 93 anos, co-presidente da Confederação Japonesa de Organizações de Vítimas das Bombas A e H (Nihon Hidankyo), grupo vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 2024, declarou durante o evento que o objetivo deste ano é energizar o tratado e fortalecer o movimento. Ele enfatizou a necessidade de pressionar o governo japonês para que assine o acordo internacional em breve.
Entre os participantes estava Suzuka Nakamura, de 25 anos, neta de uma hibakusha, que afirmou que trabalhará para consolidar as bases das atividades pacifistas até o centenário dos bombardeios atômicos, marcado para 2045. Nakamura iniciou seu ativismo ainda no ensino médio.
O Japão permanece como o único país a ter sofrido ataques nucleares, quando as cidades de Hiroshima e Nagasaki foram devastadas por bombas atômicas norte-americanas em agosto de 1945, no final da Segunda Guerra Mundial.
Em uma mensagem em vídeo, Setsuko Thurlow, de 94 anos, sobrevivente do bombardeio de Hiroshima e hoje residente no Canadá, descreveu a entrada em vigor do tratado como uma alegria indescritível. No entanto, ela expressou temor com o que chamou de desrespeito ao Estado de Direito em um contexto político global mais tenso, afirmando que é justamente em momentos de escuridão que o trabalho pela abolição nuclear deve ser intensificado.
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