Empresas japonesas estão entrando no mercado de robôs com inteligência artificial embarcada, a chamada ‘IA física’, usando a segurança como principal diferencial contra concorrentes estrangeiros mais baratos. A tecnologia é apontada como uma das respostas para a falta de mão de obra que afeta o país.
Um modelo nacional começou a ser entregue neste mês por cerca de 5 milhões de ienes. Para reduzir o preço, a fabricante negocia peças diretamente com fornecedores e monta os equipamentos na própria planta, em vez de terceirizar a produção.
O robô foi projetado para atuar lado a lado com pessoas em hospitais e fábricas. Sensores nos braços detectam o impacto de uma colisão e absorvem a força, evitando machucar quem estiver por perto — uma preocupação central em ambientes de trabalho compartilhados.
Uma fabricante de alumínio fundada em 1964 já negocia a adoção do equipamento para substituir tarefas pesadas nas linhas de produção. A empresa busca parcerias com startups ágeis para consolidar a tecnologia primeiro no mercado japonês.
Para o trabalhador brasileiro no Japão, a chegada desses robôs pode significar mudanças no chão de fábrica: tarefas repetitivas e fisicamente desgastantes tendem a ser automatizadas, enquanto cresce a demanda por operadores capazes de supervisionar e manter essas máquinas.
Fonte: 日テレNEWS NNN — resumo original em português.
Imagem de destaque: reprodução/日テレNEWS NNN.
