Incêndio em Otsuchi é controlado após 11 dias, mas moradores vivem sob ameaça constante
A cidade de Otsuchi, na província de Iwate, declarou no dia 2 de maio a contenção do incêndio florestal que atingia a região. A informação é do jornal Asahi Shimbun. O fogo durou 11 dias e exigiu uma operação de monitoramento aéreo para a confirmação final do combate. Um helicóptero das Forças de Autodefesa do Japão levou o chefe do corpo de bombeiros local, o chefe da seção de prevenção a desastres, Shinohe Naoki, e o prefeito Hirano Kozo para uma inspeção aérea.
Shinohe, de 47 anos, é um sobrevivente do tsunami de 11 de março de 2011, que devastou a costa de Tohoku. O próprio título da matéria do Asahi Shimbun destaca o drama do funcionário: “15 anos, 16 ordens de evacuação – funcionário que escapou com vida do tsunami agora se angustia com incêndio florestal”. O número impressiona: em menos de duas décadas, a população local recebeu 16 ordens para deixar suas casas por causa de desastres naturais.
Apesar da declaração de contenção do fogo, ainda não há informações detalhadas sobre a extensão dos danos ou se houve vítimas. Até o momento da publicação, não há mais detalhes sobre as causas do incêndio nem sobre o número de residências ou hectares atingidos. O foco da notícia é o desgaste emocional e físico de quem trabalha na linha de frente da defesa civil. Para Shinohe, que já enfrentou o maior desastre marítimo da história recente do Japão, lidar com as chamas em meio a um histórico de sucessivas evacuações representa um novo tipo de desafio.
O caso de Otsuchi mostra a realidade de muitas cidades costeiras do Japão: após o terremoto e o tsunami de 2011, a região investiu pesado em sistemas de alerta e rotas de fuga. Mas os incêndios florestais, embora menos frequentes, trazem outra dinâmica. Enquanto o tsunami exige subir para terrenos altos, o fogo pode se espalhar rapidamente em áreas de vegetação seca, obrigando a evacuações em múltiplas direções.
A prefeitura de Otsuchi não divulgou, até agora, se há previsão de retorno total das atividades normais na região afetada. O helicóptero das Forças de Autodefesa foi usado porque o acesso por terra a alguns pontos do incêndio era difícil. A confirmação da contenção veio após a vistoria aérea, que atestou que não restavam focos ativos.
Fonte: Asahi Shimbun






