Visto de negócios no Japão: saída de estrangeiros quase quadruplica após regras mais rígidas

O número de estrangeiros com o visto de “Gestão e Administração” que deixaram o Japão sem pedir reentrada quase quadruplicou no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo dados da Agência de Serviços de Imigração, foram 953 saídas contra 246 em 2025 — um salto de cerca de 3,9 vezes.

A mudança coincide com o endurecimento das exigências do visto, em vigor desde outubro do ano passado. Antes, bastava um capital de 5 milhões de ienes para abrir ou administrar um negócio. Agora, o valor mínimo subiu para 30 milhões de ienes, e o empresário precisa contratar ao menos um funcionário em tempo integral, japonês ou residente permanente.

Para brasileiros que mantêm empresas no Japão ou pensam em abrir um negócio próprio, o impacto é direto. Quem já tem o visto pode enfrentar mais fiscalização na renovação, e quem planejava empreender precisa recalcular o investimento — o novo patamar de capital é seis vezes maior que o anterior.

O total de residentes com esse visto chegou a 46.781 no fim de 2025, quase 1,7 vez mais que em 2020. O crescimento, porém, veio acompanhado de casos de empresas sem operação real, criadas apenas para garantir a permanência no país — situação que motivou a reforma.

Um porta-voz do governo afirmou que o aumento das saídas não é bom nem ruim em si, e que o importante é a “qualidade” dos estrangeiros residentes. Na prática, o recado é claro: o Japão quer empreendedores com capital robusto e operação concreta, não apenas titulares de visto.

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Fonte: Yahoo!ニュース — resumo original em português.

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