Japão libera venda de pílula do dia seguinte sem receita após 15 anos
Mudança na saúde reprodutiva facilita acesso, mas impõe condições como uso supervisionado
A partir de fevereiro, mulheres e adolescentes no Japão poderão comprar contraceptivos de emergência, conhecidos como pílulas do dia seguinte, sem a necessidade de prescrição médica. A decisão marca o fim de 15 anos em que era obrigatória a autorização de um médico para obter esses medicamentos, um avanço significativo na saúde reprodutiva do país.
Os contraceptivos de emergência foram aprovados no Japão em 2011, mas sempre com a exigência de consulta prévia e receita. Agora, a pílula Norlevo, fabricada pela Aska Pharmaceuticals, estará disponível diretamente nas farmácias por 7.480 ienes, valor equivalente a cerca de 48 dólares. Não há limite de idade ou necessidade de consentimento dos pais para a compra, o que garante maior privacidade, especialmente para adolescentes.
A nova regulamentação, no entanto, vem com condições específicas. A compra deve ser feita pessoalmente em farmácias, sem opções de venda online ou entrega. Além disso, após a aquisição, a usuária deve tomar a pílula imediatamente no local, na presença de um farmacêutico. Essa regra impossibilita adquirir o medicamento com antecedência para guardá-lo em casa ou na bolsa.
A exigência de tomada supervisionada pode limitar o acesso prático, pois nem todas as farmácias terão funcionários disponíveis para acompanhar o processo. Apesar das restrições, a mudança é vista como um passo importante para ampliar o acesso à saúde reprodutiva no Japão. Termos como “kinkyu hininyaku” (contraceptivo de emergência) e “afuta piru” (pílula do dia seguinte) ganham maior visibilidade com a nova política.
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