Gunma estuda limite para estrangeiros e acende alerta na comunidade brasileira

O governador de Gunma, Ichita Yamamoto, anunciou que a província vai realizar um estudo próprio para definir um “tamanho adequado” de aceitação de estrangeiros. A medida responde à discussão do governo central sobre um possível controle de volume da imigração. A pesquisa será encomendada a um instituto e deve apresentar, a partir de janeiro do próximo ano, um “modelo Gunma” com números considerados sustentáveis.

Yamamoto afirmou que o ritmo de entrada de estrangeiros no Japão é rápido demais em comparação com países ocidentais. Segundo ele, o número de residentes estrangeiros na província quase dobrou em dez anos, desde 2015. O governador disse temer que a convivência seja abalada caso a chegada de novos moradores continue sem ajustes.

Para os brasileiros que vivem em Gunma — uma das províncias com maior concentração de descendentes nikkeis —, o anúncio acende um sinal de atenção. A região abriga comunidades estabelecidas, com escolas, igrejas e comércios voltados a estrangeiros. Qualquer mudança nas regras de aceitação pode afetar desde a renovação de vistos até a contratação de mão de obra em fábricas e obras.

Yamamoto declarou que sente “urgência” no tema e pretende propor ao governo federal um mecanismo para ajustar o ritmo de entrada. A província não detalhou como o estudo será feito nem se haverá consulta a entidades estrangeiras. O debate ocorre em paralelo à revisão da lei de imigração no Parlamento, que pode alterar direitos de residência permanente.

A comunidade brasileira deve acompanhar as próximas etapas, já que decisões locais podem servir de modelo para outras províncias com grande presença de estrangeiros, como Aichi e Shizuoka. O tema também deve entrar na pauta de associações e escolas brasileiras na região.

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Fonte: 産経ニュース — resumo original em português.

Imagem de destaque: reprodução/産経ニュース.

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