Uma reportagem da NHK destacou a situação de idosos estrangeiros que residem no Japão e contribuem para o seguro de cuidados de longa duração (kaigo hoken), mas encontram dificuldades para acessar os serviços quando precisam. Muitos pagam as mensalidades sem falta, porém esbarram em barreiras linguísticas, falta de informação e até desconhecimento por parte dos próprios municípios sobre como atendê-los.
Para os brasileiros que vivem no Japão, o alerta é importante: o seguro de cuidados é obrigatório para maiores de 40 anos e as contribuições são descontadas do salário ou da pensão. No entanto, ao contrário do seguro de saúde, o kaigo hoken não cobre automaticamente todos os serviços para estrangeiros, e o acesso depende de avaliação municipal e da apresentação de documentos que muitos não sabem como preencher.
Segundo a NHK, cidades com grande população estrangeira, como Hamamatsu e Toyota, já começam a criar balcões de atendimento multilíngue e materiais explicativos em português, mas a cobertura ainda é irregular. A recomendação é que o morador procure a prefeitura assim que completar 40 anos para entender seus direitos e registrar-se no sistema, evitando surpresas no futuro.
Além disso, quem tem familiares idosos no Brasil ou no Japão deve ficar atento: o seguro cobre serviços como visitas domiciliares, day service e auxílio para banho e alimentação, mas o processo de solicitação pode levar meses. Contar com apoio de associações de brasileiros e consulados pode facilitar a comunicação com as autoridades locais.
Fonte: NHKニュース — resumo original em português.
Imagem de destaque: cc by — Associação Japonesa de Santos (AJS).
