Dez anos após o terremoto de Kumamoto, que deixou 276 mortos — sendo 226 deles por causas relacionadas ao desastre, como problemas de saúde durante a evacuação —, a cidade ainda enfrenta dificuldades para lidar com pessoas que dormem em veículos após tremores. O problema voltou à tona com o novo terremoto de 28 de julho.
Na ocasião, a prefeitura abriu dois pontos de evacuação específicos para carros, incluindo o Estádio Kumamoto e o Aqua Dome. Cerca de 26 veículos usaram os espaços, e equipes de saúde puderam fazer rondas e checar as condições dos ocupantes. A medida foi bem recebida, mas expôs que o plano municipal ainda está incompleto.
Em abril, a cidade publicou um manual de evacuação em veículos, com uma parte sobre preparação prévia e outra sobre ações durante o desastre. A segunda seção, porém, depende de um sistema online que ainda não está pronto. A ideia é que os evacuados insiram dados pelo celular e recebam orientações sobre exercícios, hidratação e preparação para dormir, enquanto a prefeitura monitora a saúde do grupo.
Um treinamento com o sistema provisório estava previsto para maio, mas o novo tremor interrompeu os planos. O prefeito de Kumamoto, Kazufumi Onishi, admitiu que o sistema não pôde ser usado e prometeu acelerar o cronograma. A verba de cerca de 9,8 milhões de ienes foi aprovada, e a conclusão é esperada para este ano fiscal.
Para brasileiros que vivem no Japão, a lição é clara: em caso de terremoto, evite dormir no carro por longos períodos, pois isso já causou mortes por trombose e problemas respiratórios. Fique atento aos abrigos designados e às orientações da prefeitura.
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Fonte: Yahoo!ニュース — resumo original em português.

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