Uma pesquisa realizada pela Associação Japonesa de Prevenção de Doenças Relacionadas ao Estilo de Vida revelou uma diferença de percepção entre médicos e a população sobre qual exame é mais importante para avaliar o risco de diabetes. Enquanto 87% dos médicos afirmam que os pacientes deveriam prestar mais atenção à hemoglobina A1c, 68,7% dos entrevistados dizem valorizar mais a medição da glicose no sangue.
A diferença tem uma explicação prática: a glicose mostra apenas o nível de açúcar no momento da coleta e pode variar ao longo do dia. Já a hemoglobina A1c reflete a média dos últimos um a dois meses, funcionando como um histórico do controle glicêmico. Por isso, os médicos a consideram essencial para detectar casos de pré-diabetes que passariam despercebidos em exames isolados de glicose.
O problema é que 40,3% dos entrevistados afirmaram nunca ter ouvido falar da hemoglobina A1c, o índice de desconhecimento mais alto entre os exames de checkup. Entre os que conhecem o termo, apenas 29,2% a consideram prioritária. Já entre os que entendem seu significado, esse número sobe para 70,8%.
Para quem vive no Japão, a recomendação é verificar se o exame de hemoglobina A1c está incluído no checkup anual do sistema de saúde pública. Como o resultado não sofre influência da alimentação do dia, ele oferece uma visão mais confiável do risco de diabetes a longo prazo. Em situações de desastre, quando a alimentação e a rotina ficam irregulares, o controle glicêmico se torna ainda mais crítico, segundo 90% dos médicos ouvidos.
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Fonte: 医薬通信社 — resumo original em português.
Imagem de destaque: reprodução/医薬通信社.

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